CRÍTICA A JATO – HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA

O que faz o fã de super-heróis gostar tanto do Homem-Aranha? É justamente o fato de ele ser um herói mais humano, com seus acertos e erros, virtudes e defeitos, mais próximo de nós. ‘Longe de Casa” acerta ao apostar neste conceito.
A premissa deste segundo filme do aracnídeo para a Marvel aborda as consequências após o “blimp” de ‘Vingadores: Ultimato’ na vida das pessoas, principalmente Peter, na contrapartida da difícil convivência em um mundo sem um ‘Homem de Ferro’ e ele, um herói sem mentor.
De férias na Europa, é convocado por Nick Fury para ajudar a deter criaturas de dimensões paralelas, que querem destruir o planeta. Nessa empreitada, o teioso conta com a ajuda do herói de outra Terra, Quentin Beck (Jake Gyllenhal).
O filme assume sem pudor a ideia de comédia teen: adolescentes curtindo as férias, azaração, brincadeiras. Isto em um filme de super-herói? Sim! O diretor Jon Watts (De Volta ao Lar), conduz isso com simplicidade e leveza, fazendo com que a narrativa transcorra de maneira satisfatória, misturando as vicissitudes da adolescência com as aventuras do aracnídeo, a ponto de não estranharmos quando o filme atinge a necessária pegada de uma aventura de super-herói.
Tom Holland está ainda mais à vontade no papel do aranha, um adolescente que não quer ser super, não quer substituir o homem de ferro, nem mesmo se acha à altura dos vingadores. Sua química com Zendaya (que vive MJ) é uma das melhores coisas do filme.
Jake Gyllenhal, como Quentin Beck (Mysterio), rouba o filme com seu talento. É indiscutível não notar a diferença de um verdadeiro ator em um papel como este. Há uma modernidade nos efeitos especiais que impactam profundamente o espectador, com o destaque para os efeitos visuais oriundos do uso dos poderes de Mysterio. Simplesmente sensacional!
E, acreditem, faz muito tempo que não temos duas cenas pós-créditos tão impactantes!
O Homem-Aranha, ao final, é um jovem ainda em formação, “com grandes poderes” atraindo “grandes responsabilidades” que ele não pediu. O “amigão da vizinhança “, exatamente como Stan Lee e Steve Ditko imaginaram, há 57 anos.
Nota: 9/10

Por : @advmbastos

 

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