CRÍTICA A JATO: O REI LEÃO

A onda de live-action da Disney atinge agora o clássico dos clássicos. A animação vencedora dos Oscar/95 de canção original e trilha sonora e um dos roteiros mais primorosos do estúdio do Mickey.

A importância deste filme é, sem dúvida, apresentar o clássico a esta nova geração. Por mais que o home vídeo possa fazer com que O Rei Leão de 1994 sempre esteja em nossos lares, é prazeroso poder levar as crianças ao cinema, para ver uma história que nos encantou há mais de 20 anos.

Dirigido por Jon Favreau, o longa não é bem um “live-action”, já que não temos atores no filme. Os animais são retratados de forma fiel, por uma tecnologia moderna que mistura processos de captação de imagens, realidade virtual e outros. Sai a caricatura do desenho da Disney e entra uma fauna realista em meio a uma paisagem deslumbrante. O visual é arrebatador.

O filme é quase uma cópia fiel da animação, tirando uma ou outra cena, um ou outro número musical. A adição de vozes como de Beyoncé e Donald Glover enriquecem os números musicais. A química do Timão e Pumba continua, e momentos icônicos como o batismo de Simba, Hakuna Matata, a morte de Mufasa, continuam impactantes.

Estes filmes tirados das animações Disney são sempre uma incógnita. “Dumbo”, de Tim Burton, visualmente irrepreensível, é um filme sem alma. “Aladdin”, com visual igualmente épico, e com a dificuldade de não poder contar com o grande Robin Williams como o gênio, é uma grata surpresa e um espetáculo.
Em Rei Leão, ficamos em um meio termo. Perde-se um pouco com a extensão do filme, meia horinha a menos e seria perfeito. É um bom filme e reaviva as memórias de infância, mas a preocupação técnica foi tão grande que quase se esqueceram do essencial.

De qualquer forma, é bonito de se ver, levar a molecada, rir e chorar como em 1994. Um excelente programa de férias.

Nota: 8

Por: @advmbastos

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